Co-fundadora da AURA é aceita em mestrado gratuito na Alemanha
De duas estudantes brasileiras com o sonho de estudar fora à construção de uma empresa de educação internacional — e agora, a um mestrado em Marketing na Alemanha
Por Giovanna Marx — 2026-08-15 — 12 min
Antes da AURA, existia um sonho
Antes de existir a AURA, existiam duas estudantes brasileiras tentando descobrir, sozinhas, como transformar o sonho de estudar fora em realidade.
Eu e a Fernanda nos conhecemos justamente nesse contexto: éramos estudantes, queríamos estudar no exterior e percebemos o quanto era difícil encontrar informações realmente úteis sobre universidades, bolsas, processos seletivos e oportunidades internacionais.
Foi daí que nasceu a AURA.
A gente não criou uma empresa para falar sobre estudar fora.
A gente criou a AURA porque nós mesmas precisávamos dela.
E talvez seja justamente por isso que, cinco anos depois, cada nova etapa da minha trajetória também acaba se tornando uma nova etapa da AURA.
Quando fui estudar na Itália, começamos a expandir nosso trabalho para estudantes interessados no país. Conforme nossa comunidade cresceu, novos destinos, universidades, bolsas e possibilidades foram entrando para dentro da AURA.
Agora, com a minha aprovação para um mestrado na Alemanha, não poderia ser diferente.
A AURA também está vivendo essa nova fase comigo.
Quem sou eu e como cheguei até aqui?
Sou Giovanna, cofundadora da AURA, e minha trajetória acadêmica e profissional sempre esteve muito ligada a educação, internacionalização e marketing.
Ao longo dos últimos anos, construí uma experiência que combina formação internacional, experiências profissionais na área de marketing, empreendedorismo e, principalmente, a construção da própria AURA.
Hoje, depois de cinco anos no mercado, a empresa já faz parte de uma comunidade de milhares de estudantes brasileiros que querem e estudam fora.
Mas, para chegar ao mestrado, eu também precisei construir uma candidatura que mostrasse exatamente essa trajetória.
Fui aceita no Master’s in Marketing da University of Cologne, na Alemanha, um programa internacional ministrado em inglês.
E um dos pontos que mais me perguntam é: mas como você conseguiu?
A resposta curta é: não foi uma única coisa.
Foi a combinação de diferentes partes do meu perfil.
Como foi possível chegar até aqui?
Minha candidatura foi construída a partir de quatro grandes pilares:
histórico acadêmico + experiência profissional + documentos + estratégia de candidatura.
1. Meu histórico acadêmico
Um dos pontos analisados pela universidade foi o meu desempenho durante a graduação.
Na candidatura, minha nota final foi convertida para o sistema de notas alemão e ficou em 1.9.
E aqui existe uma diferença importante: no sistema alemão, a lógica é praticamente invertida em relação ao que estamos acostumados no Brasil.
1.0 é a melhor nota e 4.0 é, em geral, o limite para aprovação.
Ou seja: quanto menor o número, melhor o desempenho.
Ter um bom histórico acadêmico foi importante para mostrar que eu tinha a base necessária para acompanhar o programa.
Mas ele não foi o único elemento da minha candidatura.
2. Experiência profissional
Outro ponto muito importante foi a minha experiência profissional.
Principalmente, claro, a construção da AURA.
Estou há cerca de cinco anos trabalhando na empresa que fundei junto com a Fernanda, atuando diretamente em áreas como marketing, estratégia, comunicação, educação e gestão de negócios.
Essa experiência ajudou a criar uma conexão muito clara entre aquilo que eu já faço profissionalmente e aquilo que eu queria aprofundar academicamente com um mestrado em Marketing.
Mas a AURA não foi minha única experiência.
Ao longo da minha trajetória, fui construindo diferentes experiências dentro de marketing, comunicação e negócios — e foi justamente essa combinação que me ajudou a construir um perfil mais completo.
3. Os documentos
Para a candidatura, também precisei reunir e preparar cuidadosamente todos os documentos exigidos pela universidade.
Entre eles estavam:
• Histórico escolar da graduação
• Currículo
• Carta de motivação
• Documentos acadêmicos e comprovações solicitadas pela universidade
E aqui existe uma diferença importante entre simplesmente “entregar documentos” e construir uma candidatura.
Cada documento precisava contribuir para contar a mesma história.
4. Estratégia de candidatura
E talvez esse tenha sido um dos pontos mais importantes de todos.
Eu não tratei a candidatura como um formulário.
Tratei como um processo estratégico.
Antes de começar, analisei o programa, os requisitos, o meu perfil e a conexão entre a minha trajetória e aquilo que a universidade estava procurando.
Foi uma estratégia de candidatura construída com base na minha própria experiência — e, claro, em tudo aquilo que aprendi trabalhando diariamente com candidaturas internacionais dentro da AURA.
O que eu faria de novo (e o que você pode aplicar hoje)
1. Escolha o programa antes de começar a aplicação
Um dos maiores erros de quem quer estudar fora é começar procurando apenas “universidades boas”.
O processo deveria começar antes.
Primeiro, você precisa entender:
• Qual área quer estudar?
• Quais programas são referência nessa área?
• O curso é compatível com a sua formação?
• Ele é ministrado em inglês?
• Quais são os requisitos?
• Existe tuition fee?
• Como funciona o processo seletivo?
• O seu perfil realmente se encaixa naquele programa?
No meu caso, encontrar um programa de Marketing na Alemanha, em inglês e sem tuition fee foi uma combinação que fazia muito sentido para a minha trajetória.
Não existe uma universidade perfeita para todo mundo. Existe a universidade certa para o seu perfil e para os seus objetivos.
2. Seu currículo precisa contar uma história
Seu currículo não deveria ser apenas uma lista de coisas que você fez.
Ele precisa responder a uma pergunta:
“Por que essa pessoa faz sentido para esse programa?”
No meu caso, existe uma linha bastante clara entre minha formação, minhas experiências profissionais, minha trajetória internacional e a construção da AURA.
Essa coerência é extremamente importante em uma candidatura.
E você não precisa ter feito exatamente as mesmas coisas que eu fiz.
O mais importante é entender como transformar as suas próprias experiências em uma narrativa coerente.
Acesse o modelo de currículo que usei para essa candidatura
3. Não subestime suas experiências fora da sala de aula
Uma candidatura não é feita apenas de notas.
Projetos, estágios, trabalhos, empreendedorismo, liderança, voluntariado, pesquisa e outras experiências também ajudam a universidade a entender quem você é.
No meu caso, construir uma empresa durante a graduação mudou completamente a minha trajetória profissional.
A AURA me permitiu trabalhar diretamente com marketing, estratégia, comunicação, gestão, educação e internacionalização.
Mas, além disso, todas as experiências que fui acumulando ao longo do caminho contribuíram para construir o perfil que apresentei à universidade.
Sua experiência não precisa ser perfeita. Ela precisa fazer sentido quando você olha para a sua trajetória como um todo.
E o que tudo isso tem a ver com a AURA?
A AURA foi criada de pessoas para pessoas, e essa talvez seja uma das coisas que mais me orgulha na empresa.
Tudo o que construímos nasceu de uma experiência real. Quando percebemos uma dificuldade que nós mesmas tivemos, criamos uma solução.
Quando nossa comunidade começou a enfrentar novos desafios, criamos novos caminhos.
Quando percebemos a demanda de estudantes que queriam fazer pós-graduação fora, criamos novas soluções para mestrado. E agora, vivendo a minha própria experiência de mestrado na Alemanha, continuo enxergando novas possibilidades para a AURA.
A empresa cresce conforme a gente cresce.
E isso só é possível porque a AURA nunca foi construída apenas a partir de teoria.
Ela foi construída a partir de experiência.
Experiência de quem já esteve do outro lado da candidatura.
De quem já precisou pesquisar universidade por universidade.
De quem já teve dúvidas sobre documentação.
De quem já teve medo de não conseguir.
E, principalmente, de quem decidiu transformar tudo isso em um caminho mais simples para outras pessoas.