Dá pra fazer doutorado fora sem mestrado?

Em quais países é possível e como funciona

Por Francielle Holtz — 2025-12-01 — 4 min

Muita gente acha que mestrado é obrigatório para fazer doutorado no exterior. A resposta curta é: depende do país e do sistema acadêmico. Em alguns lugares você pode ir direto do bacharelado para o PhD. Em outros (especialmente na Europa), isso é praticamente impossível.

Estados Unidos: sim, é comum ir direto da graduação

Nos EUA, é totalmente normal entrar no doutorado logo após o bacharelado. Duração: 5 a 7 anos, onde os 2 primeiros anos funcionam como um "mestrado interno". Em muitos casos, é possível sair com um "master out" (receber um título de mestrado no meio do PhD).

O que exigem: excelente desempenho no bacharelado (GPA alto), forte experiência em pesquisa, cartas de recomendação sólidas e boa carta de motivação.

Canadá: modelo parecido com os EUA

Universidades também permitem entrada direta no doutorado com duração de 4 a 6 anos. Alguns programas incluem uma fase equivalente ao mestrado.

Reino Unido: geralmente precisa de mestrado

O caminho tradicional é: bacharelado (3 anos) → mestrado (1 ano) → PhD (3 a 4 anos). Existem exceções, mas são raras. Candidatos com desempenho excepcional (First Class Honours + pesquisa forte) podem ser aceitos direto. Também existem programas integrados (MRes + PhD).

Europa continental: quase sempre precisa de mestrado

O sistema segue o modelo de Bolonha: bacharelado (3 anos) → mestrado (2 anos) → PhD (3 a 4 anos). O mestrado é parte estrutural do sistema.

Precisa ter um desempenho muito alto?

Sim. Para entrar direto no PhD, você precisa de notas excelentes, experiência real em pesquisa, cartas fortes e clareza de objetivos acadêmicos. Pesquisa pesa muito!

Vale a pena pular o mestrado?

Depende do seu perfil. Pode valer a pena se você já tem certeza que quer pesquisa e tem currículo forte. Mas o mestrado ajuda a amadurecer academicamente, fortalecer candidatura e te dar experiências mais exploratórias.